Na manhã seguinte aparecemos no porto e descobrimos que era um bocado mais difícil chegar na Bahia de Solano do que haviam nos contado (tanto as pessoas quanto a internet). Na baixa temporada nenhuma lancha ia ao lugar, apenas um barco de carga que levava 24 horas pra fazer a viagem. Perder dois dias de viagem no mar, só pra ir e voltar, não nos deixou muito animados.
Queríamos ir num lugar chamado Bahia de Solano, dica de um militar que conhecemos em Bogotá e de uma israelense em San Agustin.

Fizemos uma escala em Cali e outra em Buenaventura, onde ficamos num quarto que saiu R$ 7, cujo destaque era um ventilador preso no teto por um pente.
Havia uma alternativa que nos perseguia - Juanchaco, um lugar que um amigo de Esteban nos recomendou efusivamente, mas que descartamos por culpa de um documentário chato gravado por lá (que vimos num festival de cinema indie em San Agustin).
Até hoje não sabemos direito onde fomos parar. O lugar, assim como outros pontos pra visitar na costa do Pacífico, não fica em uma ilha mas só pode ser alcançado de barco, pois não há via terrestre. O formato maluco da costa e a velocidade estonteante da "lancha rápida" (um nome mais que merecido) acabaram com nosso senso de direção. Nem depois, no Google Maps, conseguimos encontrar Juanchaco (lá há um tag indicando o vilarejo no lugar errado, apontando uma ilha não-habitada). Deduzimos que o local fica abaixo dessas nuvens, a partir de outro mapa.